segunda-feira, 7 de julho de 2014
Sobre Aquilo Que Vi
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Árvores
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Pensando com o mar
sábado, 11 de fevereiro de 2012
2012 será o fim?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O Corpo Poético - Uma história que é difícil de desnvolver

Era uma sexta-feira dia quatro de março de 2011, acordei sem me espreguiçar, com o corpo cheio de pressa para ir à aula de pedagogia do corpo, cheguei cedo. Este foi o dia em que fui apresentada a máscara neutra, ao vesti-la acabei preenchendo todo o meu corpo de tensão, sufoco e medo. Era o medo da descoberta de um mundo que havia dentro de mim e que eu antes não prestara atenção. A cada dia descobria algo novo, era como se fosse apresentada mais uma vez àquela máscara, era uma escrita em um livro cheio de páginas brancas onde cada página era um dia, e uma não se ligava a outra, porém era a continuação da anterior.
[...]
Essas páginas, muitas vezes já repletas de palavras que serão reescritas, vão formando este ator que não só acredita ou identifica-se, mas interpreta como diz Lecoq em seu livro O Corpo poético. E interpretar não é demonstrar, é se fazer entender, e para isso é preciso que o ator se auto-interprete, se conheça, tenha consciência do seu corpo. É preciso que o ator entenda que poética existe dentro de si, e para isso é necessária a neutralidade, pois não se escreve poesia em um papel cheio de informações, assim não há espaço.
Os exercícios iam sendo passados sexta após sexta. Perguntas iam surgindo, mas não havia uma resposta objetiva para nenhuma delas. “Como é ver algo inesperado dentro daquilo que eu já estava observando?” me perguntava, toda vez que começava e terminava de executar o exercício de olhar um barco no horizonte. Às vezes fechava os olhos antes de vestir a máscara pra tentar perceber que barco era aquele, mas no momento em que vestia a nova face e me virava para o restante da sala, me esvaziava de imagem e ocupava toda minha mente de cuidados: Cuidado com o grupo, cuidado com os pés, cuidado com o dedinho da mão direita, cuidado. Ficava tensa. Nunca pensei que fosse tão difícil imaginar. Chegava á frente de todos e começava a observar o horizonte, mas como posso observar o barco no horizonte se mal posso ver o horizonte? Não basta pontuar, mudar o grau de energia, o ator tem que ver e fazer o outro ver junto com ele, caso contrário não há comunicação, não há poesia.
[...]
A comunicação corporal não se dá em prosa, se dá em poesia. O ator deve ser como disse Aurora “(...) As que falam como uma novela, em vil prosa, são essas moças românticas e pálidas que se andam evaporando em suspiros; eu falo como um poema: sou a poesia que brilha e deslumbra!” (p.21)[1].O ator deve brilhar com o mínimo de esforço, deve fazer a sua poética transparecer.
[...]
Hoje, chegando ao fim da disciplina sinto como se meu aprendizado esteja apenas começando. Olho pra trás e vejo um caminho com mar, cais, navio, horizonte, areia, floresta, montanha, deserto e um sol, tentando se pôr no fim para que um novo começo chegue.
[1] ALENCAR, José de “Senhora”. Editra Martin Claret- outono de 2003
segunda-feira, 5 de julho de 2010
hare boll

sexta-feira, 14 de maio de 2010
Escuro

De maneira clara minha mente se confunde, mente e desmente demasiadamente. Fico sem atitude, fico sem vontade. Hora quero ser feliz para sempre, hora vejo que o para sempre e tempo demais. Estagno, mecanizo, me perco no que faço e no que digo.
Eu quero acordar enquanto a cidade dorme. Fazer como Bobby que se levanta e anda no escuro quando todos estão dormindo “É como estar vivo e morto ao mesmo tempo, sabe?É tipo esse lance do meio do caminho, onde as pessoas que estão vivas estão sonhando e as pessoas que estão mortas estão onde estão e eu estou aqui no escuro e no silêncio.”
domingo, 7 de dezembro de 2008
Kate e Karin
Era um som rasgante, agudo...
Sua dor eram minhas lágrimas.
A culpa é minha,
toda minha...
Deixe-a de lado
pensnado em outras circunstâncias da vida.
Elas precisavam de mim...
estavam sem meu carinho.
Ocupava meus dias
e esquecia.
Daquelas doces criaturas que me despertavam sorrisos.
Não conversavamos mais...
Chegava em casa tão atordoada com o mundo externo,
nem oi dizia a elas...
Primeiro foi-se uma
E a outra...
Numa tristeza profunda...
Me despertou a culpa...
outra tristeza profunda,
Esta em meu peito.
Agora escrevo em lágrimas a minha dor
Minha saudade,minha mágoa.
Minha culpa eterna.
Odeio o verão.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Reflexão
Após esse fato e outros fatos como o o garoto de 6 anos. Não parei de pensar: "Até onde vai essa violência, que está tomando conta do nosso país?"."Pagamos impostos pra quê?". Pagamos impostos pra ter saúde, moradia, educação, transpote e segurança! E o qeu temos com qualidade? Afinal estamos entre os países de impostos mais caros. Não temos nada!!!
Os postos de saúde e hopitais públicos vivem em pessimas condições, com lotação, pouco equipamento e remédio, sujo... Sem falar na falta de saneamento básico em inumeros bairros, causando assim doenças.
Pessoas não tendo onde morar fazem um barracozinho pra viver, e a prefeitura decide montar algo lucrativo no terreno e tira a pessoa de lá. O MST é um dos movimentos mais fortes e atuantes no país, provando mais uma vez que a questão de moradia é precária.
Minha mão é professora de uma escola estadual, onde falta recursos para a melhoria das salas de aula e onde o espaço deveria ser melhor aproveitado, pois o terreno da escola é enorme, mas só se utilizou um parte dele deixando a outra a ver navios, e tornando a parte desocupada um ótimo lugar para assaltos, estupros e drogas. Não é só a escola da minha mãe que é assim, várias escolas publicas se encontram em situação como essa!
Na metade do ano passado as empresas de ônibus estavam querendo aumentar a passagem para 1, 92, mas os estuadantes foram as ruas para impedir este aumento absurdo. Então a passagem ficou 1, 60, o que pra mim ainda e muito. Afinal andar de ônibus está se tormando um risco com os assaltos que estão tendo neles. Você ter que pagar pra andar num ônibus caindo os pedaços(porque são poucos os bonitinhos), muitas vezes lotados, ahh e ainda tem que esperar altas horas na parada, porque tem ônibus que só passa uma vez na vida e outra na morte, nunca vi! E quando chega não da nem pra andar de tão cheio, e quando não tá tão cheio mas tá todo ocupado ainda rola aquele assalto básico. Não dá!!! Eu não to dizendo pro transporte ser gratuito não, mas sim para que seja mais barato e com uma melhor qualidade, até porque nós já pagamos ele nos impostos e bem carinho!!! Ahh e já ia esquecendo você fez cursinho esse ano e agora que o cursinho acabou sua carteira foi bloqueada, e quem disse que vc n é mais estudante!? te perguntaram isso? Também é uma coisa à se pensar!!!
Da segurança e da violência eu não preciso nem falar, até porque está nos jornais todos os dias em varias manchetes, todas com tipos de violências diferentes. Todas mostrando o reflexo da falta de conciência humana.
Já tá na hora de pararmos de passear na praça dando milho aos pombos, não acha!?


