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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

“Pequeno local escuro"


Um happening de autoria de Tadeusz Kantor:

Em todo o piso estão espalhadas massas de diários. Os diários estão dependurados em cordas como roupa, desde o teto até o solo, sobre o solo, em desordem. Pilhas de diários. No meio, uma banheira de ferro. Corre água fervendo, molha os montes de diários. Ruído de água, baforadas de vapor, nuvens inteiras de vapor. Diante da mesa uma mulher gorda passa os diários molhados. Joga baldes de água – a água corre por todas as partes, baforadas de vapor.
A mulher gorda molha os diários na banheira, passa os diários, grita, soletra, abre muito a boca, sílabas, vogais, consoantes, todo o alfabeto abc... números 1,2,3,4... as notas de solfejo dó, ré, mi... grita, joga água, canta, passa, baforadas de vapor.
Um alto falante, ruído confuso, entrecortado, informações, notícias políticas, locais, esportivas, criminais, jurídicas, previsão do tempo, enterros, casamentos, nascimentos, investigações policiais, arte. Cada vez mais vapor e gritos da gorda analfabeta.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Palíndromos

Ontem estava na minha aula de web design sem muito o que fazer e rindo das besteiras que os meninos falam( um dia ainda posto elas) , quando o professor foi falar da tatoo dele e disse que era um ambigrama, ou seja, pode ser lida de todas as formas. Então Felipe(minha dupla do módulo) decidiu pesquizar no google e lembrou que tinha um outro nome, fomos buscar e descobrimos que era palíndromo e vimos várias frases palíndromos, como as que vou por:
  • "Amor é de Roma" (Iuan Melo Meirelles)
  • "Olá Valor, eu quero lavá-lo" (Rogério Duarte Filho)
  • "Oh nossas luvas avulsas, sonho..." (Rogério Duarte Filho)
  • "A diva ávida, dádiva à vida" (Rogério Duarte Filho)
  • "Auê só nos EUA!" (Hemeterio)
  • "Acaba, babaca!" (Hemeterio)
  • "A dama admirou o rim da amada."
  • "A Daniela ama a lei? Nada!" (Marcelo Coimbra Furtado)
  • "Adias a data da saída." (Marcelo Coimbra Furtado)
  • "A droga do dote é todo da gorda." (Rômulo Marinho)
  • "Alá Osama, o réu que eu quero ama só Alá." (Edas Lopes Júnior)
  • "A lora ama a rola!" (Alexiis Rock)
  • "A mala nada na lama." (Millor Fernandes)
  • "Ame o poema."
  • "A miss é péssima!"
  • "Ato idiota."
  • "A torre da derrota."
  • "E Leda, sacana, ia na casa dele." (Marcelo Coimbra)
  • "És sapo? Passe."
  • "Eva, asse essa ave."
  • "Eva, asse e pape essa ave."
  • "Laço bacana para panaca boçal." (Rômulo Marinho)
  • "Lá tá no novo; e sem o califa na fila come-se ovo no Natal." (Antonio Prates)
  • "Modo: som tiramos, somamos som a ritmos: o dom.” (Rômulo Marinho)
  • "Morram após a sopa marrom."
  • "O caso da droga da gorda do saco."
  • "O céu sueco."
  • "O Cid é médico."
  • "Ódio do doido!"
  • "Oi, rato otário."
  • "Oi, Val! Fez o ovo do vô, o Zé Flávio?" (Flávio Bueno Marcondes Oliveira)
  • "O pó de cocaína mata maníaco cedo, pô!"
  • "O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro."
  • "O teu drama é amar dueto."
  • "O terrível é ele vir reto." (Rômulo Marinho)
  • "Rir, o breve verbo rir."
  • "Roda esse corpo, processe a dor!"
  • "Soa como caos"
  • "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!"
  • "Subi no ônibus."
  • "Tucano na CUT" (Rômulo Marinho)
  • "Ararás. A cuca roda. Ata é bom semear. Assem-a sem ovo, mês a mês, sara. E mesmo beata, a dor, a cuca sarará." (Almi Cardoso da Silva)
  • "E toma, leva, roda a missa. Reza fará prazer... e lave-me, ótimo é o demo, evite o azar, evite-se esse mês. Acorde pedroca sem esse (e se tive razão, e tive) o medo é o mito e me vale rezar para fazer assim. À Adorável, amo-te." (Rogério Duarte Filho)
E Pra finalizar um políndromo em francês
  • "En gabbro, l’ammonite y écrase ce grès ému! Apte, Eve retire ta lame-égide (retirons nase et nom rusé d’or). Belle, elle usa ce lied à érosion. Nifé, le miasme nacra et Lucette dévalisa le cerf folié. Cargneule (ici tuf et là sableur), ce lassi fêlé cède un ave grenu et un imam-gamelle bâté. Eric élime un axe docte. Crétacé de crin et alu : essorez ! Sélène malien rétamé, Marc sort erse (Lisa, sédative, nia). Brune dolérite nue et opale, Rita te porte le mas. Un (isocèle, tracé, dégrossi) engin turbine la pinède. Ce val à l’Etna, tu mêlas. Anna y créma la divergence mêlée, le mec nègre vida la mer cyan. Nasale mutante, la lave cède : Ni pâle, ni brut, ni gneiss... Orge de carte, le cosinus a mêlé trop et a tiré la potée. Un étiré loden urbain évita des asiles rétros. Cramé, materné, il amène les zéros. Seul à tenir ce déca-tercet, codex à nu, Emile cire et Abel, le magma, minute un erg. Eva, nue, décèle fissa ! Le cruel basalte fût ici élu en grâce. Il offre cela si la vedette culte (arc à nems) aime le finnois. Oréade, île casuelle, elle brode, surmontée sans norite. Rédigée, ma latérite rêve et paume Serge. César, ce yeti, nomma l’Orb bagne."