sexta-feira, 14 de maio de 2010

Escuro


De maneira clara minha mente se confunde, mente e desmente demasiadamente. Fico sem atitude, fico sem vontade. Hora quero ser feliz para sempre, hora vejo que o para sempre e tempo demais. Estagno, mecanizo, me perco no que faço e no que digo.

Eu quero acordar enquanto a cidade dorme. Fazer como Bobby que se levanta e anda no escuro quando todos estão dormindo “É como estar vivo e morto ao mesmo tempo, sabe?É tipo esse lance do meio do caminho, onde as pessoas que estão vivas estão sonhando e as pessoas que estão mortas estão onde estão e eu estou aqui no escuro e no silêncio.”

terça-feira, 11 de maio de 2010

Inércia



Do lado do corpo calado
me abalo mal falo
só grito.
Do olho aguado
me vejo sorrindo
chorando.

O mundo não gira mais.
paradoxo incondicional
de silêncio e fala,
o movimento para.

E o corpo calado
abalado
nada faz.
água os olhos
e nada faz.
sorri e chora
e nada faz
apenas olha.

-nada a fazer.

domingo, 2 de maio de 2010

danço





Nos passos.
nos braços
na voz cortante desse teu som
Eu me embalo
não me calo
canto, canto, danço, grito
me agito.

Nos passos,
no embalo do teu corpo
no sorriso do teu rosto
eu me afogo.
Há fogo
no gosto do teu olhar
me fez incendiar.
Não consigo parar.
Não quero parar.
dançar, dançar, dançar...

sábado, 24 de abril de 2010

O vento soprou na nuca

Arrepio forte como nunca

O corpo encolhe-se

Num calafrio bom

O vento se vai

A noite cai

Eu vago no caminho

Eu durmo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E na saliva se foi meu amor.
E sem saída me encontrei
sem vontade de calor.
Não querendo mais ninguém.

E na insegurança de correr
Escolhi morrer em teus braços
com uma vontade de gritar
num som constante
quase como um socorro.

E agora me vejo
no beco do teu beijo
satisfazendo teu desejo
e enganando o meu.