segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pensando com o mar

imagem: Rodrigo Benatti



Não se deixe abalar por estas plumas que fazem cócegas nos teus pés. Não exploda sua paixão sem controle. Olho para o mar pensando no abismo que me joguei, penso se foi bom e me digo que sim. É sempre bom voar, mesmo que a queda seja intensa, dolorosa e longa. É sempre bom voar no escuro dos seus olhos olhando os meus. Agora eu paro em frente ao mar pensando no infinito azul.  Não quero mais compreender o incompreensível. Somos apenas seres viventes de impulsos nervosos e tensões osciladoras. Não espero mais nada dos teus olhos fechados, que agora, quando abrem olham para outra direção. Não espero nada do escuro. Não espero mais nada, só penso na infinitude do mar. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Uma Conversa Para Uma História



    • me conte uma história
    • pro mais rápida que seja

  • há 10 minutos
    Josie Pessoa
    • nossa... não tenho nenhuma em mente agora

  • há 10 minutos
    Raissa Tatiane
    • invente

  • há 10 minutos
    Josie Pessoa
    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    • era uma vez um menino chamado joão

  • há 9 minutos
    Raissa Tatiane
    • uhm

        • ele subiu numa árvore bem alta para ver o ponto mais longe que poderia alcançar sua visão
        • e lá, bem longe ele avistou um ponto todo florido
        • era uma menina com vestido de flores e uma margarida na mão

      • há 8 minutos
        Josie Pessoa
        • ele desceu correndo e foi até ela
        • mas quando chegou lá ela já tinha partido
        • então ele voltou pra árvore gigante e voltou a procurar a menina do vestido de flores e margarida na mão
        • fim

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

“Pequeno local escuro"


Um happening de autoria de Tadeusz Kantor:

Em todo o piso estão espalhadas massas de diários. Os diários estão dependurados em cordas como roupa, desde o teto até o solo, sobre o solo, em desordem. Pilhas de diários. No meio, uma banheira de ferro. Corre água fervendo, molha os montes de diários. Ruído de água, baforadas de vapor, nuvens inteiras de vapor. Diante da mesa uma mulher gorda passa os diários molhados. Joga baldes de água – a água corre por todas as partes, baforadas de vapor.
A mulher gorda molha os diários na banheira, passa os diários, grita, soletra, abre muito a boca, sílabas, vogais, consoantes, todo o alfabeto abc... números 1,2,3,4... as notas de solfejo dó, ré, mi... grita, joga água, canta, passa, baforadas de vapor.
Um alto falante, ruído confuso, entrecortado, informações, notícias políticas, locais, esportivas, criminais, jurídicas, previsão do tempo, enterros, casamentos, nascimentos, investigações policiais, arte. Cada vez mais vapor e gritos da gorda analfabeta.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Encenação III

Encenação III: Participe da minha vaquinha!

Pessoal, estou pagando a disciplina de encenação III e como muita gente sabe, nós temos que criar uma encenação e não ganhamos dinheiro para a montagem, sai tudo do nosso bolso, por isso peço a ajuda de vocês para que eu possa atingir o orçamento que preciso.Para quem viu o trabalho desenvolvido no ano passado e gostou, dá uma força ai pra gente continuar desenvolvendo o processo de criação. Quem puder ajudar me fara uma pessoa muito feliz. Obrigada!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vontade



Sabe aqueles dias que a gente acorda depois de um sonho bom, que não se consegue recordar, mas a certeza de que foi bom é bem clara e a sensação boa -aquela sensação que lhe dá vontade de passar um dia inteiro com um sorriso no rosto como se tivesse acabado de gozar- permanece ali invicta, forte, cheia de vida? Você fica tentado lembrar o tal sonho e nada, não vem nenhuma vírgula sequer. Eu queria ter esse prazer de novo. O prazer de não recordar o sonho apenas sentir o gozo dele.