domingo, 12 de julho de 2009

Reunião Familiar

Uma reunião familiar se fez. Todos sentados à mesa, alguns com os seus copos de cerveja. Um assunto surgiu despertando uma discussão. Eu estava sentada num canto, conversando flores com uma amiga recente. No entanto o tom de voz que vinha do outro lado da mesa chamou nossa atenção. Entre saudades e ciúmes os gritos transitavam, todos olhavam perplexos os desabafos da mãe e da filha que iam ultrapassando os limites da verdade. Filha foi, mãe ficou. O silêncio momentâneo também estacionou.
Com a viagem do silêncio para outros horizontes, as palavras voltaram a ganhar o lugar. Mas agora elas eram de desabafo e justificativa da cena injustificável. Do desabafo veio uma lágrima, depois outra. Três senhoras apoiavam os olhos nos dedos e a cabeça nas mão. Choravam. E no meio do choro a outra senhora, que não escuta bem olhou a cena e, apontando para as três irmãs, falou:
-Me deu uma vontade de rir agora!
Riu. Eu ri e as senhoras não choravam mais.
Dois minutos depois a velha rizonha levantou-se e caminhou até mim e a recente amiga e começou a recitar uma poesia do tamanho do Brasil. E tudo terminou em impacientes aplausos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ele e Ela

Num bar ele bebia e dava gargalhadas. Ela chegou. Ele parou de rir e observou o caminhar daquela mulher conhecida e estranha. Ela se sentou e percebeu que estava sendo perseguida por um olhar embreagado. Assim que Ela olhou, Ele ergueu a postura, se exibindo. Ela riu. Ele se levantou e foi até Ela.
- Oi.
-Oi.
-O que faz aqui?
Ela se surpreende com a pergunta
-Ué, o mesmo que você!
- Ah, desculpa...
-Desculpar o que?
Ele vira as costas e vai saindo, no meio do caminho volta e diz:
- Por que?
- Nós nunca dariamos certo.
- Eu te amo.
-Eu não.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um dia, um tédio

Um dia o tédio me tomou
vontade de não fazer nada
Me senti tão inútil...
Queria sair de casa,
mas não dava
minha saúde impedia
O tédio só crescia
os pensamentos me causavam agonia
tento escrever alguma coisa,
no entanto não gosto de nada...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

erro

Odeio quando eu erro
odeio errar
o erro errante
o estalo na mente






Ps.:o texto do post anterior não era meu, mas sim de lenine o poeta do som!

sábado, 16 de maio de 2009

O medo de falar

" Medo, que dá medo do medo que dá "

"Tienen miedo del amor y no saber amar

Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz

Tienem miedo de pedir y miedo de callar

Miedo que da miedo del miedo que da

Tienem miedo de subir y miedo de bajar

Tienem miedo de la noche y miedo del azul

Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar

Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva

El miedo es una trampa que atrapó al amor

El miedo es la palanca que apagó la vida

El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão

Tenho medo da vida e medo de morrer

Tenho medo de ficar e medo de escapulir

Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de ascender e medo de apagar

Tenho medo de esperar e medo de partir

Tenho medo de correr e medo de cair

Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo

O medo é uma casa aonde ninguém vai

O medo é como un laço que se aperta em nós

O medo é uma força que não me deixa andar

Tienem miedo de reir y miedo de llorar

Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser

Tienem miedo de decir y miedo de escuchar

Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar

Tenho medo de amarrar e medo de quebrar

Tenho medo de exigir e medo de deixar

Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia

O medo é uma armadilha que pegou o amor

O medo é uma chave, que apagou a vida

O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo

El miedo es una casa donde nadie va

El miedo es como un lazo que se apierta en nudo

El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo

Medo de dobrar a esquina

Medo de ficar no escuro

De passar em branco, de cruzar a linha

Medo de se achar sozinho

De perder a rédea, a pose e o prumo

Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo


Medo estampado na cara ou escondido no porão

O medo circulando nas veias

Ou em rota de colisão

O medo é do Deus ou do demo

É ordem ou é confusão

O medo é medonho, o medo domina

O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar

Medo de calar a boca, medo de escutar

Medo de passar a perna, medo de cair

Medo de fazer de conta, medo de dormir

Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer

Medo de se amargurar pelo que não se fez

Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H

Medo de morrer na praia depois de beber o mar

Medo... que dá medo do medo que dá

Miedo... que da miedo del miedo que da"








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