terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ser

Ser uma folha daquelas que quando as crianças passam, arrancam
Uma folha frágil em meio a imensidão da árvore
Um ser vivo e simples que apenas balança e libera cheiros

Ser uma folha pequena que preocupações não encaram
Uma pequena folha mole e sem medo
Um verde de vida e não de dinheiro

Ser viva em plenitude.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Possibilidade de Fazer Sombra

O Grupo Gaya de dança contemporânea apresenta nos dias 5 e 6 de Setembro, às 19h, no auditório da Escola de Música UFRN o espetáculo "A Possibilidade de Fazer Sombra". A entrada é 5 reais (meia) e 10 reais( inteira). Estão todos convidados.

O Grupo Gaya de dança contemporânea existe desde 1991, fundado pelo professor e coreografo Edson Claro e faz parte dos grupos de extensão da UFRN. Desde o ano passado a linguagem do grupo vem sendo modificada, passando a adotar a dança-teatro no seu processo criativo.

Este ano temos a professora Karenine Porpino na coordenação e o coreografo e pesquisador da dança-teatro Mauricio Motta na direção artística.

A Possibilidade de Fazer Sombra foi um trabalho produzido em conjunto pelos integrantes do grupo, através de improvisações e estudos do cotidiano propostos por Mauricio Motta.

domingo, 23 de agosto de 2009

Virtualmente

O destino me apresentou alguém virtual
O destino se diverte com o irreal
mas tem vezes que esse mundo paralelo cansa.
Eu quero tocar
acreditar
ver
te escutar.

O cara que conheci
ainda é um estranho pra mim.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sentada no batente
da parada do circular
o vento faz meu cabelo dançar
nessa espera permanente
parada, sentada a pansar
O vento faz meu cabelo dançar

Descabelada,
o meu querido Zeca
Me me diz: "Loucura é quase santidade"
Então quem é louco não peca.

-As meninas dos batentes gostam de happy and

domingo, 12 de julho de 2009

Reunião Familiar

Uma reunião familiar se fez. Todos sentados à mesa, alguns com os seus copos de cerveja. Um assunto surgiu despertando uma discussão. Eu estava sentada num canto, conversando flores com uma amiga recente. No entanto o tom de voz que vinha do outro lado da mesa chamou nossa atenção. Entre saudades e ciúmes os gritos transitavam, todos olhavam perplexos os desabafos da mãe e da filha que iam ultrapassando os limites da verdade. Filha foi, mãe ficou. O silêncio momentâneo também estacionou.
Com a viagem do silêncio para outros horizontes, as palavras voltaram a ganhar o lugar. Mas agora elas eram de desabafo e justificativa da cena injustificável. Do desabafo veio uma lágrima, depois outra. Três senhoras apoiavam os olhos nos dedos e a cabeça nas mão. Choravam. E no meio do choro a outra senhora, que não escuta bem olhou a cena e, apontando para as três irmãs, falou:
-Me deu uma vontade de rir agora!
Riu. Eu ri e as senhoras não choravam mais.
Dois minutos depois a velha rizonha levantou-se e caminhou até mim e a recente amiga e começou a recitar uma poesia do tamanho do Brasil. E tudo terminou em impacientes aplausos.